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Quando adolescente, tive diários. Eu escrevia nas últimas folhas dos cadernos, lia muito, imaginava histórias. Quando descobri que era possível fazer isso virtualmente, não pensei duas vezes! E se passaram muitos anos. Oito anos que estou sem escrever aqui. Estou retomando as linhas. E é um presente reler minhas linhas, minhas emoções, alegrias, frustrações, sonhos!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Fecha pano


E sigo caminhando.
Longe, muito longe de como eu gostaria.
Parece que os tempos modernos nos condenam à solidão. 
Como se já não bastasse a minha própria condenação.

Sobressaem lembranças, devaneios, imaginação.

No intuito de não perder o rumo - alguma vez o tive?! - listei todas as lembranças: as boas, aquelas que me incomodaram e aquelas que me acompanhariam: as dores da ausência.

Então, atônita, descubro que a ausência já se fazia presente.

- Por onde eu me perdi desta vez?
- Eloisa, Eloisa...

Para contribuir e descolorir as sensações, o cenário está cinza e frio.
O céu embrenhou-se no mar, não há mais linha tênue no horizonte.
Tudo e todos confundiram-se.

- Corre para a coxia e fecha o pano.
- Rápido!

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