E sigo caminhando.
Longe, muito longe de como eu gostaria.
Parece que os tempos modernos nos condenam à solidão.
Como se já não bastasse a minha própria condenação.
Sobressaem lembranças, devaneios, imaginação.
No intuito de não perder o rumo - alguma vez o tive?! - listei
todas as lembranças: as boas, aquelas que me incomodaram e aquelas que me
acompanhariam: as dores da ausência.
Então, atônita, descubro que a ausência já se fazia presente.
- Por onde eu me perdi desta vez?
- Eloisa, Eloisa...
Para contribuir e descolorir as sensações, o cenário está cinza e frio.
O céu embrenhou-se no mar, não há mais linha tênue no horizonte.
Tudo e todos confundiram-se.
- Corre para a coxia e fecha o pano.
- Rápido!

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