escritos de mim
ideias, poeminhas, alegrias, aflições, nostalgia...
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Quem sou eu
- Elô
- Quando adolescente, tive diários. Eu escrevia nas últimas folhas dos cadernos, lia muito, imaginava histórias. Quando descobri que era possível fazer isso virtualmente, não pensei duas vezes! E se passaram muitos anos. Oito anos que estou sem escrever aqui. Estou retomando as linhas. E é um presente reler minhas linhas, minhas emoções, alegrias, frustrações, sonhos!
domingo, 1 de setembro de 2024
retomar as linhas
Tanto tempo que não escrevo aqui.
Visitei algumas vezes, li, reli.
É divertido esse reencontro comigo, com a Eloisa dos anos que passaram.
Consigo ser mais amiga de mim mesma ao reler o que escrevi.
Aprendo comigo.
É uma pequena e particular aventura. Há emoção e doçura.
Estou bem longe de algumas certezas, abrandei a escrita e o pensamento.
Voltarei com mais tempo para essas linhas.
domingo, 20 de março de 2016
dó e nó / dúvidas de mim sobre mim...
Estou apreensiva com o momento que estamos vivendo...
Confesso: sempre tive muita dificuldade com questões políticas, nunca simpatizei com a ideia de escolher pessoas pelo partido.
Na minha parca e pollyannística visão de mundo, a índole da pessoa, sua história (ou o que poderia se saber dela) sempre foi o mais importante na hora da escolha, exceto quando meu voto foi cabresto, votando naquele que os "próximos" votavam, lá nos idos de 80 e início dos 90.
Dá para imaginar que, se a memória não falha, depois de tomar um pouco de consciência, nunca elegi ninguém.
Eu penso que não deveria existir partido.
Partido toma partido.
Leva as coisas para um patamar complexo e perigoso de quem partilha de um lado, e de quem partilha de outro lado.
Falando em lados, vejo um muro. Eu fico em cima do muro, vendo o que escolher de um lado e do outro lado.
Um lado se vê mocinho e vê o outro lado como bandido. E vice versa.
Temos visões distintas para o mundo, uns prezam por um jeito, outros por outro jeito.
Isso é tão óbvio que soa ridículo.
Porém, me pergunto: - Será que estamos em tempos de nos dar ao luxo de jeitos? - Será que não deveríamos pensar sobre o que precisamos?
Novo conflito:
- Pensar sobre o que precisamos vai conforme o doce (ou amargo) ponto de vista de quem olha.
O sem teto vai pensar num teto. O ultra hiper milionário vai pensar em como ter liberdade para expandir suas divisas. O com teto sem ser ultra hiper milionário vai pensar como? Em criar condições para trazer o sem teto para a sua condição ou angariar condições de se tornar o ultra hiper?
- o que é possível fazer?
- o que é viável?
Já aprendi também que, dependendo de quem tem poder, ser viável é algo que não conta muito, haja vista, por exemplo, o desaparecimento das florestas em nome da expansão de um negócio (R$), e tudo isso num "custo vida/impacto ambiental" inimaginável.
E por aí vai, vamos vilipendiando a vida e suas formas, vamos pensando e testando maneiras de ir para outros planetas, de encontrar mecanismos de reproduzir o que temos aqui e - rufem os tambores - negligenciando toda a forma de vida que temos.
Esquecemos o aqui e agora. O que preza o aqui e agora?
- Desculpa aí, mas queria avisar que a "aeronavespacial" que leva as pessoas para outro planeta é pequena é custa um dindim do caramba!
Não vai dar para todo mundo!
- Será que não daria para sentar, dialogar e ficar bom para todos?
Até eu já rio de mim!
- Eloisa - de braços açucareiro - sabes que isso é para lá da utopia?!!! É além de Marrakesh. Isso é o lugar que não existe!!!
Diz a lenda que ela existe - a utopia - e existe para caminharmos, para que possamos buscá-la. Seria essa a nossa evolução humana, inclusive. Evolução humana que preza o humano e todas as suas condições de existência.
Quanto pano para a manga. Então descobri que um monte de caras que eu curtia ler e que eu ficava citando eram vistos como uns caras meio subversivos, os caras do contra, esses caras que ficam "viajando", querendo construir um mundo que não existe.
- Opa... tenho dúvidas sobre quem viaja e sobre qual mundo que não existe e não é viável está se querendo construir.
- Você está muito Lennon, Eloisa!
Imagine que não há paraíso / É fácil se você tentar / Nenhum inferno abaixo de nós / Acima de nós apenas o céu / Imagine todas as pessoas / Vivendo para o hoje / Imagine não existir países / Não é difícil de fazer / Nada pelo que matar ou morrer / E nenhuma religião também / Imagine todas as pessoas / Vivendo a vida em paz /
Você pode dizer / Que sou um sonhador / Mas não sou o único
Tenho a esperança de que um dia / Você se juntará a nós / E o mundo será como um só
Imagine não existir posses / Me pergunto se você consegue / Sem necessidade de ganância ou fome / Uma irmandade do Homem
Imagine todas as pessoas / Compartilhando todo o mundo
Imagine todas as pessoas / Compartilhando todo o mundo
Você pode dizer / Que sou um sonhador / Mas não sou o único
Tenho a esperança de que um dia / Você se juntará a nós
E o mundo viverá como um só
Tenho a esperança de que um dia / Você se juntará a nós
E o mundo viverá como um só
- Fato, estou Lennon de dar dó e nó na cabeça!
Que essa dor nos faça crescer.
Saibamos agradecer o que esse momento tem a nos ensinar.
- O que isso quer nos dizer?
- Por que chegamos neste estágio?
- Qual é a minha parte nisso?
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
tudo certo, nada errado
e o mundo virou de cabeça para baixo
ou endireitou?
não gosto de coisas endireitadas!
o fato é que o mundo passou a ter novas cores, cheiros e sabores
novo brilho, nova luz
vida desperta!
ou endireitou?
não gosto de coisas endireitadas!
o fato é que o mundo passou a ter novas cores, cheiros e sabores
novo brilho, nova luz
vida desperta!
domingo, 6 de dezembro de 2015
a paciência findou
Monólogo/Diálogo das gêmeas que me habitam:
1. - minha paciência com "mimimi" findou!
2. - que ótimo, que evolução! - exclama - qual foi a parte do filme que gerou esse impacto, essa decisão libertadora?
1. - aquela parte que pergunta e responde: - Está doendo? Se está doendo é teu.
2. - e o que dá rumo?
1. saber o que você quer! ah, minha amiga - sorri largo - saber o que você quer de verdade faz toda a diferença!
1. - minha paciência com "mimimi" findou!
2. - que ótimo, que evolução! - exclama - qual foi a parte do filme que gerou esse impacto, essa decisão libertadora?
1. - aquela parte que pergunta e responde: - Está doendo? Se está doendo é teu.
2. - e o que dá rumo?
1. saber o que você quer! ah, minha amiga - sorri largo - saber o que você quer de verdade faz toda a diferença!
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
florescer
quase fiz calo no dedo
de tanto teclar a mesma tecla
torto desejo
ou desejo torto
já nem sei mais
muito menos nominar o que foi
só sei que foi
(suspiro longamente)
tanto busquei
e encontrei!
(sorrio com a boca e com os olhos)
repouso onde tive medo
confio
aquela ausência já não faz casa em mim
(fecho os olhos)
sinto que sou capaz de chorar
derramar
regar
florescer!
de tanto teclar a mesma tecla
torto desejo
ou desejo torto
já nem sei mais
muito menos nominar o que foi
só sei que foi
(suspiro longamente)
tanto busquei
e encontrei!
(sorrio com a boca e com os olhos)
repouso onde tive medo
confio
aquela ausência já não faz casa em mim
(fecho os olhos)
sinto que sou capaz de chorar
derramar
regar
florescer!
sábado, 12 de setembro de 2015
incompreensível
coisas que dão incompreensão:
o muito que é pouco
o pouco que é muito
- hã???!!!
- sim!!! é bem essa exclamação de incompreensão.
- não entendo...
- nem tente. É uma matemática que não se enquadra nos cálculos normais. É a teoria da complexidade caótica.
- tão próximos e tão distantes...
- você presume que está entendendo. Quando age neste sentido, descobre que tudo foi engano.
- os teus sentidos não se enganaram... então surge aquela sensação de: - qual foi a parte da história que eu não entendi?! E ninguém te responde. Se há resposta, é para confundir.
- que coisa de louco...
- foi... - suspira - uma coisa de louco.
Saí, andando, conversando sozinha.
Penso que poderia ter sido diferente...
Tento mudar as peças do quebra-cabeças.
- Está maluca?!! Jogaram fora metade das peças. Você não vai definir nada. Nenhuma imagem vai se formar. Não consuma energia à toa!
- Tens razão... - sorri meia boca, quase se desculpando.
o muito que é pouco
o pouco que é muito
- hã???!!!
- sim!!! é bem essa exclamação de incompreensão.
- não entendo...
- nem tente. É uma matemática que não se enquadra nos cálculos normais. É a teoria da complexidade caótica.
- tão próximos e tão distantes...
- você presume que está entendendo. Quando age neste sentido, descobre que tudo foi engano.
- os teus sentidos não se enganaram... então surge aquela sensação de: - qual foi a parte da história que eu não entendi?! E ninguém te responde. Se há resposta, é para confundir.
- que coisa de louco...
- foi... - suspira - uma coisa de louco.
Saí, andando, conversando sozinha.
Penso que poderia ter sido diferente...
Tento mudar as peças do quebra-cabeças.
- Está maluca?!! Jogaram fora metade das peças. Você não vai definir nada. Nenhuma imagem vai se formar. Não consuma energia à toa!
- Tens razão... - sorri meia boca, quase se desculpando.
sábado, 25 de julho de 2015
plácida
ando tão plácida
tranquila
suave
- ando duvidando!
- será que eu sou eu? eu, tão ogra... quase virada num doce?!!
- santa felicidade!
tudo tão claro, tão alucinadamente claro
depositei as dores no colo, as afaguei
as beijei
não as refutei
esforcei-me em compreendê-las
o que dizem?
o que sentem?
o que desejam?
revela-se o âmago
a essência floresce!
tranquila
suave
- ando duvidando!
- será que eu sou eu? eu, tão ogra... quase virada num doce?!!
- santa felicidade!
tudo tão claro, tão alucinadamente claro
depositei as dores no colo, as afaguei
as beijei
não as refutei
esforcei-me em compreendê-las
o que dizem?
o que sentem?
o que desejam?
revela-se o âmago
a essência floresce!
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