- mas é claro que o sol vai voltar a brilhar!...
assim como eu apareceria um dia, de novo, no meu blog
se algumas vezes fiquei parlando sobre os meus sumiços
sobre o desaparecer-se de si
e o que é óbvio: estou ironizando-me
sumi de vez, mesmo
sem vontade de escrever uma linha
algo como: - já tenho tanto para a cabeça, porque ainda vou tentar escrever algo?
sem condições... não vai dar
e assim fui empurrando, deixando-me ser empurrada
vez ou outra impondo o caminho
mas, na maioria das vezes, pensando demais e fazendo de menos
eu sei, sou terrível comigo
o chicotinho é pesado, sem dó - como diz minha terapeuta
aliás, volto lá amanhã
e ando carregando o ponto de interrogação que ela me lançou da última vez
equilibrando o peso terrível e, pior, como se estivesse queimando
igual uma batata quente
o desconforto é tamanho porque a pergunta foi terrível, tenebrosa
e minha vida não não é um filme de Sherlock Holmes
que poderia acabar com uma pergunta e os créditos subirem
é a minha vida, puta merda
os créditos não vão subir
preciso responder à pergunta
- o que eu espero?
eu não sei, eu não sei o que eu espero...

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