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Quando adolescente, tive diários. Eu escrevia nas últimas folhas dos cadernos, lia muito, imaginava histórias. Quando descobri que era possível fazer isso virtualmente, não pensei duas vezes! E se passaram muitos anos. Oito anos que estou sem escrever aqui. Estou retomando as linhas. E é um presente reler minhas linhas, minhas emoções, alegrias, frustrações, sonhos!

terça-feira, 12 de março de 2013

rendo-me aos abraços!


Cá estou com um sentimento sem definição...

Desejando reconhecer e, ao mesmo tempo, fugindo desta possibilidade, a fim de não perceber-me vulnerável, frágil, sem domínio sobre o que estou sentido...

Mais que rapidamente busquei em Galeano, o primeiro uruguaio que me virou a cabeça, o socorro necessário para ajudar a exprimir o sentimento. E lá estava, no Livro dos Abraços:

O medo

Certa manhã, ganhamos de presente um coelhinho das índias.

Chegou em casa numa gaiola.

Ao meio-dia, abri a porta da gaiola.

Voltei para casa ao anoitecer e o encontrei tal e qual o havia deixado:

gaiola adentro, grudado nas barras, tremendo por causa do susto da liberdade.

Como não poderia deixar de ser, sempre me rendo, à Galeano, aos abraços...

Medo de sentir, medo de reconhecer, medo do ridículo, medo de ser refém do meu imaginário...
 
E são tantas coisas gritando e brigando dentro de mim...

Horas depois fico recordando (tornando a passar pelo coração) as palavras que foram ditas...

 

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