Arquivo do blog

Quem sou eu

Minha foto
Quando adolescente, tive diários. Eu escrevia nas últimas folhas dos cadernos, lia muito, imaginava histórias. Quando descobri que era possível fazer isso virtualmente, não pensei duas vezes! E se passaram muitos anos. Oito anos que estou sem escrever aqui. Estou retomando as linhas. E é um presente reler minhas linhas, minhas emoções, alegrias, frustrações, sonhos!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ciclos...

depois da chuvarada
sábado (dia 10/09) o dia amanheceu com sol
dia da mudança dos meus pais

- correria -
toda aquela chuva que antecedeu o dia 10
impediu a realização de várias coisas
então
tudo teria de acontecer ao mesmo tempo agora - no dia 10 -
corre e compra a manta bidim
estica a manta na entrada do portão
porque vai espalhar a brita
o caminhão da mudança não pode afundar na terra encharcada
estica um caminho de manta bidim até a casa

não é o tapete vermelho da Tam
mas é o tapete cinza bidim que leva você até a casa nova!

sábado realizamos a mudança de quase tudo
no domingo só foi preciso buscar as plantas
e os passarinhos engaiolados do meu pai

(eu detesto passarinho na gaiola - meu pai diz que não dá mais para soltar os bichinhos,
porque não saberiam procurar comida e morreriam - triste fim de Policarpo Quaresma...
eu disfarço que tudo bem, porque afinal de contas, algumas coisas são e ponto)

coloquei meus dotes de instaladora de torneiras e fogão em prática
(poderia ser uma marido de aluguel nas horas vagas!)

e em um determinado momento
já não sinto mais dores musculares
sou toda dores

na segunda-feira,
chego do trabalho e corro para fazer a faxina da casa alugada
(meu lema é contenção de despesas, por isso, faço eu)

ideia idiota presente:
jogo sabão em pó no piso da casa
jogo água para esfregar com a vassoura
divertido!
até a hora de remover o sabão
que não parava de fazer espuma
ginástica aeróbica de alto impacto
áté me livrar da dor de cabeça que eu me dei

chego em casa e toca o telefone
minha mãe me dá a notícia que meu tio falecera

tristeza

chorei pela perda,
pela certeza do fim
já que não vou mais vê-lo
só restarão as lembranças
(meu tio que já postei aqui, da pescaria, do postinho dos Correios...)
chorei pelo meu primo e prima
pela minha tia
pelos meus pais
pela sensação arrebatadora de fragilidade e inconstância

o que a gente diz para alguém que perdeu o pai?
parece que qualquer coisa é nada

coração miúdinho
olhos inchados de tanto chorar

ontem o sol lindo
era prenúncio de que o Céu já havia recebido meu tio boa praça
com seu humor inconfundível
e que já tinha feito muitos amigos
tantos como na Terra

hoje
recebo a notícia que minha amiga desvelou ao planeta os gêmeos Augusto e Clara

o ciclo da vida
àqueles que vão, àqueles que acabam de chegar

passageiros desta nave...






Nenhum comentário: