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Quando adolescente, tive diários. Eu escrevia nas últimas folhas dos cadernos, lia muito, imaginava histórias. Quando descobri que era possível fazer isso virtualmente, não pensei duas vezes! E se passaram muitos anos. Oito anos que estou sem escrever aqui. Estou retomando as linhas. E é um presente reler minhas linhas, minhas emoções, alegrias, frustrações, sonhos!

sábado, 17 de setembro de 2011

caindo na real...

algumas situações na vida da gente
depois de analisadas
nos dão aquela sensação de - óbvio, lógico...
falar sobre elas até parece fora de propósito

tive e tenho uma vontade louca de atuar no campo social
3º setor, sociedade civil organizada... enfim
desde os idos dos anos 2000 criei a "Usina Social" (na minha cabeça, claro)
um espaço para o empreendedorismo social

nunca coloquei a Usina na prática
existe quase um estigma sobre isso
é quase o fantasma do meu teatro
perguntando: - vais morrer de fome?!

e nessa minha caminhada pelo lado de fora
fiz algumas aproximações
tive a oportunidade de participar de eventos sobre o tema
ter acesso a muitos materiais, etc...

mas,
 como aquelas pessoas que tem a receita da dieta e dos exercícios
e continua reclamando da existência das gorduras localizadas
sou eu com os materiais e o conhecimento
sem colocá-los em prática

então,
fiz algumas aproximações
pois não existe trabalho social sem inserir-se nele 

os aspectos óbvios e lógicos vieram à tona

fiquei mega frustrada por perceber que há muitas pessoas que se envolvem nestas práticas por questões nada coletivas
cheias de interesses partidários
de segundas intenções
cada um puxando a sardinha para a sua latinha
uma disputa infernal de egos
verdadeiras facções

imbecilmente eu imaginava que as pessoas que se envolviam nestas práticas
se moviam imbuídas pela coletividade
pela ética - o bem para todos -

e aí, muita teoria que eu já tinha lido virou caso prático,
como por exemplo:
em um determinado lugar, várias organizações, com o mesmo foco de atuação, cada uma agindo ao seu modo, fazendo sua parte isoladamente, sem unir esforços, sem dialogar, muitas vezes fazendo o que acha que é necessário, sem se certificar se isso é o mais importante

muito mérito, pouca relevância

lembro de uma pessoa que conheci num evento sobre diálogo, que contou que foi fazer um trabalho voluntário com idosos, cheia das boas intenções, fez o que considerava que era bom,
e ao final os velhinhos agradeceram, mas explicaram que precisavam de algo mais simples, que ela poderia ter feito e atendido a necessidade
ou seja, como ela disse: - eu fiz para mim, não para eles, porque não tive a humildade de conversar e perguntar

ego

imagine se as organizações dialogassem entre elas
e se dialogassem com suas partes interessadas
e depois colocassem o esforço concentrado?

- utopia?!

essa é uma proposição para o futuro
estamos vivendo tempos de complexidade, de transformação cultural
e queremos avançar utilizando ferramentas do passado

depois de me fazer perguntas
estou aprendendo a fazê-las
e aprendendo com elas

pois não basta eu criticar
preciso fazer o caminho da proximidade para ter a oportunidade de dialogar
no verdadeiro sentido da palavra








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