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Quando adolescente, tive diários. Eu escrevia nas últimas folhas dos cadernos, lia muito, imaginava histórias. Quando descobri que era possível fazer isso virtualmente, não pensei duas vezes! E se passaram muitos anos. Oito anos que estou sem escrever aqui. Estou retomando as linhas. E é um presente reler minhas linhas, minhas emoções, alegrias, frustrações, sonhos!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

eu, aprendendo sempre... em qualquer circunstância

na semana passada estive em BSB

cumprindo a etapa final de um trabalho
e, para chegar lá,
meu trajeto previa conexão no Galeão

após 4 semanas de trabalho louco
estava muito cansada,
com uns sintomas estranhos,
parecia que alguma ‘zica’ se instalaria

tive calafrios,
calor,
dores abdominais,
tontura

estava com medo de ter um piripaque,
desmaiar,
sem saber o que seria de mim sozinha...
enfrentei aquele túnel que leva o ser humano até o avião - quente e abafado -
determinando-me:
- tudo vai dar certo, você não vai desmaiar...

4ª poltrona no corredor, pensei:

- se eu tiver um troço, o socorro vai ser mais fácil

na poltrona da janela uma senhora sorri:

- tomara que ninguém sente aqui no meio!

- tomara (respondo e respiro fundo, tentando me acalmar)

e mais uma pergunta, e outra...

engatamos uma conversa que durou a viagem inteira e meu mal estar abrandou

a senhora, engraçada e espirituosa,
afirmando que sabia que não parecia ter 63 anos
– uma figura!

contou que esteve na faculdade de Direito no auge da Ditadura
contou como as coisas funcionavam na época,
como testemunha ocular, e me deu detalhes...

- sabe aquele samba do Chico que a Cássia Eller gravou?

e eu, que gosto de Cássia, ouço muito,
mas que raramente lembro o nome das músicas,
e muito menos do compositor,
fiquei com cara de paisagem:

para ajudar ela canta:

- Deus é um cara gozador
Adora brincadeira
Pois pra me jogar no mundo
Tinha o mundo inteiro
Mas achou muito engraçado
Me botar cabreiro
Na barriga da miséria
Eu nasci brasileiro
Eu sou do Rio de Janeiro

e me conta que Cássia gravou a versão original,
e que Chico teve de modificar a letra
no verso "Na barriga da miséria eu nasci brasileiro"
passou a ser "Na barriga da miséria eu nasci batuqueiro".

êita eu,
sempre, em qualquer circunstância
eu aprendo,

o passado,

o presente,

o futuro...



 

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