Arquivo do blog

Quem sou eu

Minha foto
Quando adolescente, tive diários. Eu escrevia nas últimas folhas dos cadernos, lia muito, imaginava histórias. Quando descobri que era possível fazer isso virtualmente, não pensei duas vezes! E se passaram muitos anos. Oito anos que estou sem escrever aqui. Estou retomando as linhas. E é um presente reler minhas linhas, minhas emoções, alegrias, frustrações, sonhos!

sábado, 27 de março de 2010

Comédia da Vida Corporativa - Hotéis

Essa semana, rindo de mim, de mais uma das muitas situações inusitadas que vivemos por conta das viagens a trabalho, resolvi escrever sobre esses momentos que nos causam, muitas vezes, um stress danado, mas depois rimos a valer...

De várias situações hilárias (como diz uma colega, o bom é que eu consigo rir da desgraça), algumas são quase inacreditáveis...

O que caracteriza um bom hotel?

Bem, os hotéis devem ter como premissa primordial (mesmo que isso seja uma ilusão) fazer com que o cliente pense que ele é o primeiro a habitar aquelas instalações. Isso significa que não deve ter resquícios do hóspede anterior.
Parece totalmente óbvio, mas nem sempre é.
  1. Se apresentar roupas de cama impecávelmente brancas, ponto positivo;
  2. Se a coberta for edredon branco com capa branca, mais um ponto (apesar de saber que isso é quase um luxo);
  3. Se ao entrar no quarto o cheiro for agradável, sem cheiro de mofo ou de algum produto semelhante a talco, mais um ponto;
  4. Se o banheiro for limpo (preferência louças brancas que não escondem sujeira), mais um ponto;
  5. E se as toalhas não estiverem puídas, outro ponto;
  6. Se as pessoas que trabalham no hotel forem gentis e profissionais, mais um ponto;
  7. Se servir comidinhas saborosas, mais um ponto.
Vamos ao evento!
Certa feita eu e MJ tínhamos uma semana toda fora de casa em uma determinada cidade, aqui pelos interiores do Estado. O resumo dessa estória é que trocamos de hotel três vezes em uma semana.
Começou assim: Chegamos no hotel nº1 ao final da tarde, início da noite de uma segunda-feira. Ao entrarmos no estacionamento do hotel, já vi um filme de terror, pois estávamos no único carro do estacionamento.
É lógico que o primeiro pensamento foi:
- Será que é tão ruim que ninguém fica aqui?
Estacionei e ninguém apareceu para ajudar com as malas.
Eu e MJ desembarcamos e começamos a tirar as 509 bagagens, pois seria uma semana de trabalho, e não dava para deixar os equipamentos no carro, naquele local ermo.
Na recepção, uma jovenzinha (talvez uns 17 anos) com uma voz bem fininha e toda atrapalhada.
Preenchemos aquela fichinha de identificação e resolvemos perguntar se ela podia nos indicar algum lugar para comer.
Mocinha do hotel: - Vocês querem comer tipo o quê?
Pensei, como assim, comer o quê?
Eu: - Tipo comida!
Mocinha do hotel: - Tipo churrasco, maionese?
Fiz um esforço absurdo para conter o riso, pois a MJ não comia carne vermelha.
Eu: - Acho que não, carne é meio pesado agora à noite...
Mocinha do hotel: - Tem o ‘Irmão da Estrada’ aqui perto, é um restaurante com espeto corrido.
Estes são os momentos ótimos, porque você faz cara de paisagem por educação, mas tem vontade de explodir numa gargalhada. Já imaginei eu e a MJ chegando no ‘Irmão da Estrada’, pedindo um espeto corrido... (rs,rs,rs,rs)
Disse que não, que iríamos pedir um lanche de tele-entrega. Saímos da recepção e eis que o hotel parece uma escola, com corredores internos abertos e só escadas íngremes de acesso.
Eu e MJ, literalmente parecendo duas mulas de carga, carregando aquela parafernália de malas e bolsas começamos a subir a escada. Quando estávamos nos últimos degraus, a mocinha da recepção perguntou com a sua voz fininha:
Mocinha do hotel: - Querem ajuda?!
Vontade sórdida de atirar aquelas malas escada abaixo, pois a criatura era muito inóspita e nada antenada para estar na recepção de um hotel. É claro que queríamos ajuda, mas não depois de ter subido toda a escadaria.
Chegada ao quarto e aquela visão nada feliz do local que você vai passar à noite: cheiro de mofo, roupa de cama esquisita.
Arrumamos as coisas e eu fui ligar para todas as possibilidades comestíveis da lista telefônica. Nenhum deles atendeu, e então lembrei que na segunda-feira é bem difícil encontrar esses estabelecimentos abertos.
Liguei para a recepção, perguntei se tinha algum lanche que poderia ser servido.
Mocinha do hotel: - Tem pizza congelada, de brotinho.
Consegue imaginar que delícia de comida deveria ser esse brotinho?!
Eu: - Qual sabor?
Mocinha do hotel: - Tem de calabresa.
Céus, nem eu nem MJ comemos calabresa!
Eu: - Ah, não... não comemos calabresa.
Mocinha do hotel: - Eu posso pedir para o meu patrão trazer uma pizza pra vocês...
Credo, o patrão trazendo a pizza...
Eu: - Ah, pode? Que bom, então, por favor, metade frango e metade rúcula com tomate seco, sem borda e sem catupiri.
Mocinha do hotel: - Rúc, o que? (com total espanto)
Eu: - Rúcula com tomate seco (tentando ser educada)...
Como ela não entendeu o que era rúcula, solicitamos somente frango, já seria bom, porque estávamos com muita fome.
Ok. Pedido realizado, era só esperar.
Esperar, esperar... 40 minutos depois toca o telefone.
Mocinha do hotel: - eu ainda não consegui falar com o meu patrão...
óh, que pena... Digno de enlouquecer, não?!!
Saímos e viajamos 20 km até a cidade vizinha para jantar. Na manhã seguinte fechamos a conta e nos mudamos para outro hotel.
A mocinha do hotel: - Vocês não vão ficar até sexta-feira?

 

Nenhum comentário: