Então, é realmente muito difícil escolher o que você quer ser quando crescer...
Principalmente para seres geminianos, que possuem múltiplas vontades.
E eu sou muito indecisa, muito mesmo... é um sofrimento.
Principalmente para seres geminianos, que possuem múltiplas vontades.
E eu sou muito indecisa, muito mesmo... é um sofrimento.
Para ter idéia, quando terminei o 1º ano do 2º grau, eu estava matriculada em 3 cursos diferentes para fazer durante os dois anos subsequentes.
Qual que eu optei?
Fiz àquele que disseram que tinha aulas de teatro (o que foi um engodo, não teve). Mas foi uma experiência legal, mudei as lentes, vi um mundo diferente. Se a gente sempre fica vendo as mesmas pessoas, os mesmos lugares, corremos o risco da síndrome da redoma de cristal, achamos que tudo é somente aquilo que vemos.
Fiz tudo ao contrário naquele ano, até estudei à tarde, algo para mim inimaginável.
Eu tinha colegas que não tinham TV em casa, notícias só pelo jornal, e que trabalhavam na lavoura na parte da manhã, antes de ir para a aula.
Não iam a festinhas e eram inteligentes de doer.
Quando chegou a época do vestibular, a minha vontade reclusa - leia-se teatro - lógico que foi abolida pelas pessoas de bom senso.
- Teatro é pra maluco, drogado, gente que fuma maconha e ainda morre de fome.
Então, tomada pelo bom senso, resolvi que eu queria ser arquiteta (já que adorava desenhar plantas baixas de casas, inclusive em perspectiva).
O mais perto que eu cheguei disso foi assinar Arquitetura e Construção, porque, obviamente, encontrei pessoas com mais bom senso do que eu supunha ter atingido, que disseram:
- Arquiteto morre de fome. Então, faça Engenharia Civil.
Lá foi a pessoa muito decidida se inscrever no vestibular de engenharia civil.
Na UFRGS a pessoa não passou, e na PUC, bem, na PUC eu passei.
Lógico que essa farra não durou um semestre, porque as pessoas de bom senso esqueceram de dizer que pra estudar na PUC você precisa ter bala na agulha, coisa que eu não tinha.
Que sinistro... Anos depois eu me odiei por fazer meu pai passar pela situação ridícula de dizer que não tinha condições de me bancar em Porto Alegre e eu tive que abandonar o curso.
Sim, porque com 17 anos eu não fazia leitura de contexto, nem de cenário, nem de nada...
As melhores coisas da PUC: as aulas de Teologia e Filosofia! E um professor pirado no Laboratório de Física que conseguiu me dar uma noção do que era Física, algo que eu sempre detestei durante o 2º grau.
Lógico que essa farra não durou um semestre, porque as pessoas de bom senso esqueceram de dizer que pra estudar na PUC você precisa ter bala na agulha, coisa que eu não tinha.
Que sinistro... Anos depois eu me odiei por fazer meu pai passar pela situação ridícula de dizer que não tinha condições de me bancar em Porto Alegre e eu tive que abandonar o curso.
Sim, porque com 17 anos eu não fazia leitura de contexto, nem de cenário, nem de nada...
As melhores coisas da PUC: as aulas de Teologia e Filosofia! E um professor pirado no Laboratório de Física que conseguiu me dar uma noção do que era Física, algo que eu sempre detestei durante o 2º grau.
E eu também tive uma colega, Alessandra, que era muito bacana (eu não poderia passar sem uma Alessandra na minha vida!). Ela queria que eu fosse morar na casa dela quando contei que iria abandonar o curso, mas esse não era o problema, eu já estava praticamente morando de favor em POA.
Olha que coisa recheada de lógica: A pessoa quer fazer teatro, ou então, arquitetura, nunca gostou de física, química e matemática, mas, para não morrer de fome, deveria fazer algo totalmente avesso ao seu gosto.
Sociedade esquisita: o coração sempre posto em detrimento da grana.
E o Serviço Social, valha-me Deus, eu nunca tinha visto uma Assistente Social na vida, nem sabia o que faziam. Porém, o curso me conquistou, pois tinha um lado que correspondia a uma das muitas vontades da geminiana... justiça social, equidade... gente precisando de gente.
Olha que coisa recheada de lógica: A pessoa quer fazer teatro, ou então, arquitetura, nunca gostou de física, química e matemática, mas, para não morrer de fome, deveria fazer algo totalmente avesso ao seu gosto.
Sociedade esquisita: o coração sempre posto em detrimento da grana.
E o Serviço Social, valha-me Deus, eu nunca tinha visto uma Assistente Social na vida, nem sabia o que faziam. Porém, o curso me conquistou, pois tinha um lado que correspondia a uma das muitas vontades da geminiana... justiça social, equidade... gente precisando de gente.
Mas sobre o Serviço Social, é outra história!

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