E, esta pessoa foi às lágrimas em pleno voo...
Parecia um filme.
Quando tirei os óculos para secá-las, pingaram nas páginas
do livro.
- Não, isso não é um filme da Sessão da Tarde! - era eu sentadinha ao lado da janela, sobre a asa.
- Não, isso não é um filme da Sessão da Tarde! - era eu sentadinha ao lado da janela, sobre a asa.
- Por que não prestei
atenção que o voo estava quase vazio quando fiz o check in? Eu que adoro
paisagem? Ah, paciência, dá para
ver um pedacinho da paisagem...
E lá vamos, vista espetacular do oceano com todas as suas
cores e matizes, o sol generoso dando um brilho extra e a ilha vai ficando para
trás.
- Poxa, faz um tempão que não viajava durante o dia – pensei – tão bonito!
- Poxa, faz um tempão que não viajava durante o dia – pensei – tão bonito!
O oceano confundiu-se com o céu no horizonte e já não sei
mais o que estou vendo. Somente o céu infinito, talvez.
Surgem algumas nuvens, pingadinhas aqui, acolá!
Surgem algumas nuvens, pingadinhas aqui, acolá!
E logo mais observo que abriram uma caixa gigante de algodão,
aquele algodão que vem embrulhado num papel azul escuro, que parece violeta de genciana.
Esparramaram o algodão, um rolo gigante foi aberto! Por certo abriram muitas caixas e cobriram quase todo o céu!
Esparramaram o algodão, um rolo gigante foi aberto! Por certo abriram muitas caixas e cobriram quase todo o céu!
Então, lembrei o meu primeiro voo.
Naquele dia desejei que todo o ser humano tivesse a oportunidade de voar, pelo menos uma vez na vida.
Naquele dia desejei que todo o ser humano tivesse a oportunidade de voar, pelo menos uma vez na vida.
São tantas maravilhas e é tanta poesia reunida num momento
mágico: momento passarinho! Momento grandioso do universo, momento da natureza soberana
de todas as infinitas belezas!
E, absorvendo aquilo tudo, percebi o nível de lágrima dos
meus olhos subindo.
E se encheram e iriam verter. Já vi a ponta do meu nariz ficando vermelha. E elas verteram.
- Mas eu sou... - pensei:
E se encheram e iriam verter. Já vi a ponta do meu nariz ficando vermelha. E elas verteram.
- Mas eu sou... - pensei:
- um fiasco?
- não.
- uma manteiga derretida?
- nunca.
- uma chorona?
- não.
- uma manteiga derretida?
- nunca.
- uma chorona?
- pode ser.
Gratidão pela dádiva de estar viva!
Dádiva de me alegrar e ficar estupefata diante da natureza.
Dádiva de me alegrar e ficar estupefata diante da natureza.
Enxuguei as lágrimas!

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