dia desses
voltando para casa
refletindo sobre algumas coisas que, somente com o passar do tempo, vamos aprendendo...
olhei para trás e concluí que, num primeiro momento, não soube lidar com o que estava acontecendo comigo
fiquei com medo
não queria ferir, nem me ferir
sem controle emocional algum
revelei-me uma completa estranha
estranha para mim mesma (- ahá!!!)
não sabia o que fazer, o que dizer
não sabia o que fazer, o que dizer
sem domínio, fugi
fugi com tudo o que se tem direito
direito a desaparecer da vista
só não consegui desaparecer de mim...
hoje, essa fragilidade interna que se mostrou tão intensa me incomoda um pouco
- mas, fazer o quê?!
não tenho como voltar atrás
e algumas coisas ficam assim, soltas, sem explicação
e algumas coisas ficam assim, soltas, sem explicação
o tempo seguiu
meus sentimentos se alternaram, uma verdadeira parafernália sentimental
eu fazendo um esforço tremendo para desvendar o que estava acontecendo
como se fosse possível provar, sentir, definir o mix de tudo o que me acometeu
como se fosse possível provar, sentir, definir o mix de tudo o que me acometeu
foi um tempo intenso, muitos aprendizados
tempo de despertar, de desesperar às vezes
de dar voltas sobre si, como um cachorro que corre atrás do próprio rabo
que se assusta com a sua própria sombra
que se joga em coisas que não sabe se é bem aquilo que precisa fazer
- o que vai resolver?
- é passível de resolução?
- o que vai resolver?
- é passível de resolução?
enfim
foi o tempo de se permitir, tempo de se encontrar
tempo de falar sozinha, de se chamar a atenção
de dizer: - para com isso Eloisa, para de pensar, para de falar sozinha, sua doida!
de dizer: - continua Eloisa, continua insistindo para ver onde vai dar...
então, dia desses, voltando para casa
um estalinho me faz perceber:
- putz, que direito tenho eu de julgar o outro? de tentar imaginar e definir o que o outro poderia pensar?
(isso parece muito óbvio, porém uma coisa é dizer, outra é sentir de coração)
e fui tomada por uma profunda compaixão, enterneci
- sim, eu compreendo, agora compreendo tudo...
ao chegar em casa (- sim, estava na estrada, dirigindo e pensando, conversando comigo...)
nada é por acaso
abro um dos livros que comprei e ainda não li - como tantos que tenho
compro porque tenho certeza que é ótimo! será ótimo!
e lá estava a frase:
DEPOIS DA TRISTEZA,
VIRE À ESQUERDA E SIGA A RAIVA.
E, EM SEGUIDA, À DIREITA,
RUA DA COMPAIXÃO.
o livro cumpriu sua missão de jogar luz nos meus pensamentos
eu: mais tranquila, um pouco mais segura...
- sair da casca não é uma tarefa fácil, mas é muito bom!
e nada, nada nunca foi por acaso!

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