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Quando adolescente, tive diários. Eu escrevia nas últimas folhas dos cadernos, lia muito, imaginava histórias. Quando descobri que era possível fazer isso virtualmente, não pensei duas vezes! E se passaram muitos anos. Oito anos que estou sem escrever aqui. Estou retomando as linhas. E é um presente reler minhas linhas, minhas emoções, alegrias, frustrações, sonhos!

sábado, 10 de maio de 2014

a cortina, o palco, a emoção!


Assisti “O Olho Azul da Falecida”, no teatro da UFSC.
Cheguei cedo, estacionei o carro, comprei meu ingresso e fiquei parada na calçada, porque o teatro ainda não estava aberto para o público.
É tão interessante parar/ficar em lugares que você nunca para. 
Observar! É tão significativo ver que a gente não vê, pensa que vê, passa por ali quase todos os dias... e não vê quase nada!
Estava com fome, mas não sabia se me aventurava para comer alguma coisa. 
Atravessar pela praça naquele horário não me parecia muito convidativo, contornar pela calçada seria a morte dos pés...
Fiquei por ali, me equilibrando nos saltos – foi uma ideia de jerico colocar aquele salto alto num dia que começou cedo e acabaria mais tarde que o habitual.
Eis que surge uma pessoa que vem de dentro do teatro. 
Começamos uma conversa. Ela faz parte do grupo Teatro Sim... Por que não?!!!
Ela e o pai participam do espetáculo, ele no palco e ela operando o som.
Trocamos algumas ideias, ela me deu dicas sobre ‘oficinar’ teatro... eu falei da minha admiração pela arte e também da minha ignorância sobre termos técnicos, etc. Que não adiantava me explicar muito naquela linguagem, pois eu entenderia patavina. 
Admirar, gostar não é conhecer! Legal, não?
Então, chega a hora de entrar em cena, eles no palco e eu de adentrar ao teatro.
Uma cortina negra e pouco mais de vinte anos me separavam do pequeno auditório.
Passo pela cortina e parece que quem vai estrear sou eu!
Uma emoção toma conta de mim, e até meus olhos se enchem.
Já estive naquele palco, na época da universidade, com um nariz de palhaço... Foi um trabalho da disciplina de ética.
Escolho uma poltrona no meio, na terceira fila – não é o melhor lugar – mas o que importa?
Eu queria estar muito perto, ver tudo, tudinho. Esquadrinhar cada metro quadrado, aspirar aquele cheiro característico – que uns torcem o nariz e exclamam: mofo! 
Aquela atmosfera me arrepia de puro prazer, ouvir o silêncio que cai junto ao apagar das luzes, suspender o coração até a luz voltar novamente e então entrar, entrar no mundo mágico da arte cênica, da arte em cena!

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