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Quando adolescente, tive diários. Eu escrevia nas últimas folhas dos cadernos, lia muito, imaginava histórias. Quando descobri que era possível fazer isso virtualmente, não pensei duas vezes! E se passaram muitos anos. Oito anos que estou sem escrever aqui. Estou retomando as linhas. E é um presente reler minhas linhas, minhas emoções, alegrias, frustrações, sonhos!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

eu e o nada, o nada e eu

estou me sentindo com vontade de nada
poderia estar devorando um livro
nada
lendo mil revistas
nada
só pedacinhos
pedacinho de livro, pedacinho de revista
acho que só consigo fazer coisas como estou me sentindo
em pedacinhos
 
não, não estou em pedacinhos
mas, de fato não estou me sentindo inteira
com aquele ar de reconhecimento, de 'me encontrei'
 
a gente nunca se encontra em tudo
(eu, pelo menos, nunca me encontrei)
mas, estou vivendo um momento chato
 
não me reconheço em nada
 
sei que não posso exagerar
mas, estou me sentindo pela metade
 
trabalho: o ano mais medíocre
o que salva o quesito 'trabalho' na minha barra de ferramentas são as pessoas
imbecilmente coloquei todos os ovos na 'cesta trabalho'
durante anos da minha vida
ainda bem que os anos de trabalho me oportunizaram as pessoas
algumas poucas, porém, pessoas sem igual
 
agora, sinto-me andando a esmo
sem saber exatamente como fazer
para ser diferente, por onde começar
 
é claro, não é fácil
a vida sempre recomeça - não dá prá se sentir seguro
 
mas, estou aqui
na minha semana de atestado médico
pós retirada do timoma
muito a fim de fazer coisas físicas
que obviamente, pelo pós operatório, não posso
e sem paciência para fazer coisas mentais
 
vontade de viver outras coisas
fazer coisas diferentes
sair do óbvio
 
sabe aquele lance de seguir o coração?
como se o coração fosse uma rosa dos ventos?
é isso...
 
 


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