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Quando adolescente, tive diários. Eu escrevia nas últimas folhas dos cadernos, lia muito, imaginava histórias. Quando descobri que era possível fazer isso virtualmente, não pensei duas vezes! E se passaram muitos anos. Oito anos que estou sem escrever aqui. Estou retomando as linhas. E é um presente reler minhas linhas, minhas emoções, alegrias, frustrações, sonhos!

domingo, 23 de setembro de 2012

revirando...

revirar deve ter um 'quê' de revidar
mas em um sentido particular do meu dicionário: re vida
 
revirei os meus guardados
deparei com um livro 'xerocado' (ode à Xerox) - dos tempos da UFSC
"Encontros Dialógicos - Uma vivência em Serviço Social"
lá, guardado, porque um dia eu iria revirá-lo
 
o detalhe legal: encontro dialógico
num momento em que estou perseguindo o diálogo
tentando encontrá-lo!
- precisamos marcar um encontro!
  
e viro as páginas amareladas
vou lendo o texto grifado (não são grifos meus)
naquela época eu não grifava um livro 'nem a tapa'
era uma conspurcação literária, e no meu parco entendimento
continua sendo

mas, o tempo me fez ver que os livros estavam para ser usados, grifados
e comecei a perceber o grifo como um reconhecimento daquilo que é muito bom

vou lendo dinamicamente e...
eis que encontro uma citação sob medida para o divã
uma citação cáustica, diga-se de passagem:

"Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos.
... Fiz de mim o que não soube, e o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara, estava pegada à cara"
(PESSOA, 1978, p.259)

e...
o livro 'xerocado' entranhou-se em mim
esqueci do diálogo para verificar os meus 'dominós vestidos'
!
 

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