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Quando adolescente, tive diários. Eu escrevia nas últimas folhas dos cadernos, lia muito, imaginava histórias. Quando descobri que era possível fazer isso virtualmente, não pensei duas vezes! E se passaram muitos anos. Oito anos que estou sem escrever aqui. Estou retomando as linhas. E é um presente reler minhas linhas, minhas emoções, alegrias, frustrações, sonhos!

sábado, 3 de dezembro de 2011

odisséia da Eloisa

quarta-feira (30/11) fui a Rio do Sul
sendo que na terça-feira já estava achando que deveria ser sexta, pois estava meio morta de cansada
porém, era apenas o meio da semana
 
saí de Floripa às 15h37, com dor de cabeça, e levei inacreditáveis 4 horas para chegar ao destino final, sendo 1 hora somente para sair da cidade

quando chegava perto de Alfredo Wagner encontrei todos os temporais vindos do Rio Grande
e os persegui - tal como os caçadores de tornados

não por vontade própria, óbvio, mas eles também estavam indo na mesma direção
curvas, muitas curvas
chuva, chuvarada
tensão a zilhões
árvores se dobrando
redemoinho de folhas e galhos voando sobre o asfalto
e eu, literalmente, grudada atrás de um caminhão

chegando em Rio do Sul, estava mais dura, quebrada e tensa impossível
a dor de cabeça só aumentava

quinta-feira pela manhã fui para Petrolândia
nunca ouviu falar? até a semana anterior, nem eu...
 
tomando remédio e a dor não passando
a tardinha, retorno ao hotel em Rio do Sul
(local do pouso, porque logicamente, Petrolândia não tem hotel)

vou à farmácia e compro um remédio mais power, a fim de resolver a dita cuja
volto para o hotel (antes passo num café para comer algo)
até então, nada muda na minha cabeça
coloco pijaminha e deito para ver se melhoro
 
- para ajudar, esqueci o carregador do celular, então desligo para poupar a bateria para a viagem de volta

a dor não passa, o mal estar é tão grande que tenho certeza que vou desmaiar
que algo está errado demais
ligo para a recepção e aviso: - estou passando mal...
vem o rapazinho e traz consigo uma enfermeira que está hospedada no hotel
santa Patrícia, que tem um cel igual ao meu, me empresta o carregador e verifica minha pulsação

pergunto: - você não sente um cheiro de mofo horrível, estou enjoada com esse cheiro...
ela diz: esse quarto é de fumante, por isso tem esse cheiro

eu estava desconfiada, tanto que procurei pelos cinzeiros quando cheguei e não achei, e como havia solicitado na reserva quarto para não fumante, achei que havia sido atendida
ligo para a recepção e peço para trocar de quarto

a parte cômica da mudança de quarto: - lá vou de pijama de sapinho com flores passear pelo hotel
quase num cortejo, com a Patrícia e seu colega carregando minhas bagagens
- viva o glamour feminino, fiz uma graça! - cá estou fazendo algo que em sã consciência jamais me atreveria...
e as pessoas, até então estranhas, solidárias a minha situação

melhorei um pouquinho, mas não muito
eles se foram, eu fiquei e comecei a piorar, senti que minha mandíbula estava travando
- puta merda, vou ter um troço aqui?

começo a fazer testes mentais para ver se tenho raciocínio, e quase meia noite, ligo para a recepção e aviso
- quero ir para o hospital...
lá fui eu
pressão arterial normal, batimentos cardíacos ok
então desando no choro
stress, estafa, crise de pânico e o que mais?!!!
tomo um remédio que a médica me assegura:
- não vai te dopar, você só vai dormir bem...

dormi
no dia seguinte trabalhei normalmente
voltei prá casa
em 3 horas estava em Floripa
fim da odisséia

e eu lembrei de uma música, para trilha sonora deste momento
uma música dos Cascaveletes!!!
(só uma dor de cabeça dessas para desenterrar esse achado arqueológico)

Te controla garota meu problema é mental
meu sangue é muito quente e eu tô muito mal
Te controla garota meu problema é mental
meu sangue é muito quente e eu tô muito mal
e se tu pula fora agora...

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