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Quando adolescente, tive diários. Eu escrevia nas últimas folhas dos cadernos, lia muito, imaginava histórias. Quando descobri que era possível fazer isso virtualmente, não pensei duas vezes! E se passaram muitos anos. Oito anos que estou sem escrever aqui. Estou retomando as linhas. E é um presente reler minhas linhas, minhas emoções, alegrias, frustrações, sonhos!

domingo, 23 de outubro de 2011

riquezas da Ilha

lá pelos idos de 97 participei de alguns movimentos sociais
um deles, a Fundação Lagoa - questões ambientais, destinação dos resíduos, ocupação do solo, etc e tal

certa vez participei de uma reunião com o pessoal da Barra da Lagoa
e ao final, já noitinha, à beira da Lagoa, ficamos batendo papo com alguns moradores sobre questões sociais que nos assolam e das quais somos parte
 
então, um senhor se aproximou, pediu licença e pegou na manga do meu casaco
 
- minha filha, a pessoa que teceu essa casemira, dificilmente se vestirá com algo parecido...
 
e foi falando, e eu fiquei paralisada ouvindo, com uma admiração profunda
ele citava Marx, O Fetiche da Mercadoria
algo impressionante, de uma sabedoria única, era uma aula num cenário privilegiado, uma riqueza de viver...

anos depois conheci uma figuraça da Barra da Lagoa
Valdir Agostinho - filho daquele senhor que me causou profunda impressão

hoje, participei de um café colonial promovido por uma entidade aqui do bairro
e o Valdir veio dar uma palhinha do seu belo trabalho
ele, que faz do lixo luxo
que cria o inusitado
com uma sensibilidade absurda e também com veia cômica
como segue o vídeo abaixo:



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