lá pelos idos de 97 participei de alguns movimentos sociais
um deles, a Fundação Lagoa - questões ambientais, destinação dos resíduos, ocupação do solo, etc e tal
certa vez participei de uma reunião com o pessoal da Barra da Lagoa
e ao final, já noitinha, à beira da Lagoa, ficamos batendo papo com alguns moradores sobre questões sociais que nos assolam e das quais somos parte
então, um senhor se aproximou, pediu licença e pegou na manga do meu casaco
- minha filha, a pessoa que teceu essa casemira, dificilmente se vestirá com algo parecido...
e foi falando, e eu fiquei paralisada ouvindo, com uma admiração profunda
ele citava Marx, O Fetiche da Mercadoria
algo impressionante, de uma sabedoria única, era uma aula num cenário privilegiado, uma riqueza de viver...
anos depois conheci uma figuraça da Barra da Lagoa
Valdir Agostinho - filho daquele senhor que me causou profunda impressão
hoje, participei de um café colonial promovido por uma entidade aqui do bairro
e o Valdir veio dar uma palhinha do seu belo trabalho
ele, que faz do lixo luxo
que cria o inusitado
com uma sensibilidade absurda e também com veia cômica
como segue o vídeo abaixo:

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