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Quando adolescente, tive diários. Eu escrevia nas últimas folhas dos cadernos, lia muito, imaginava histórias. Quando descobri que era possível fazer isso virtualmente, não pensei duas vezes! E se passaram muitos anos. Oito anos que estou sem escrever aqui. Estou retomando as linhas. E é um presente reler minhas linhas, minhas emoções, alegrias, frustrações, sonhos!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

momento estrada e identidade

ontem
meu momento estrada foi inusitado
na BR 101
passo por um Fusca com a seguinte inscrição:
FUKA BALA - O DEMOLIDOR
bem, boa parte do caminho fiquei relembrando dessa coisa de chamar o Fusca de Fuca
e se lembro bem, 
já não era criancinha quando observei que FuSca tinha, de fato, um S

kilometros adiante
me deparo com um Corcel II
com um mega adesivo na traseira
"Corsel invocado do Opa"
sim, com S mesmo
e ao volante, o Opa, com certeza!

eu gosto de observar essas coisas que
 nós humanos
fazemos para imprimir nossa identidade

eu lembro que, na minha fase 16, 17 anos
levei uma camiseta num serigrafista em Venâncio
para colocar a seguinte frase:

"Entre as árvores ouve-se a respiração do mundo"
Ecologia é Consciência

eu, hem?!!

eu também fazia adesivos com Contact
primeiro foram os adesivos "recortados" da revista Fluir
- óh Senhor! recortava as logos das marcas, e enchia a janela do quarto
(The Philippines, Sundek, Ocean Pacific, Billabong,...)
depois fiz adesivos de frases de efeito, Bertold Brecht era o preferido

também tive minha fase 'fazedora' de quadros
quadros de recortes, gravuras e fotos com 1000 significados
(poesia, momentos, pessoas, paisagem, fotografia, natureza, etc...)
como este:


claro que não lembro de todos os detalhes, o porquê de cada colagem
este aí da foto, por exemplo, tem 20 anos
e já não tem mais status de quadro pendurado,
 porque a base dele não resistiu ao tempo!

outra impressão de identidade eram as capas de caderno
as minhas eram de tiras de quadrinhos escolhidas a dedo

e os envelopes, então?
no auge da amizade por correspondência
utilizando como molde um envelope 'desmontado sob o vapor da chaleira'
para não perder as características oficiais
eu fabricava envelopes inusitados, os mais exclusivos do planeta
(na minha parca e míope visão de planeta, claro!)

então,
eu,
o tio do FUKA BALA
e o Opa do Corcel
temos alguma coisa em comum!
sem ser Free
(este foi meu momento estrada e identidade)

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