Aos sábados a hora do almoço é no meio da tarde...
- Por que?
- Porque já congrega duas refeições, almoço e janta, pois ninguém vai jantar depois de almoçar às 16:00 horas, e porque, obviamente, é sábado. Sábado é dia de fazer mil coisas e fazer nada também. E dia de fazer qualquer coisa que não lembre a rotina.
Claro que esse hábito atordoa minha mãe, por exemplo, que não se conforma que alguém não almoce e depois jante.
Hoje, resolvemos almoçar num lugarzinho que eu acho um charme, porque você entra numa loja, que é quase um corredor, e que reúne uma infinidade de objetos de decoração, mais vinhos, mais quitutes, e daí você dá de cara com um espelho gigante e uma escadinha, por ela se chega ao restaurante.
Simpatizei com o lugar pelo inusitado, os pratos (de louça) não são iguais, são de múltiplos jogos, dos armários com livros, parece meio a casa de alguém, cheio de gente, como se fosse uma festa, mas onde ninguém se conhece.
E atrás da mesa que estávamos ficava o lugar para as crianças, com uma mini casinha de bonecas, mesinha com gizão de cera e folhas, cadeirinhas...
Tinha um menino muito compenetrado, riscando uma folha, devia ter no máximo 2 anos...
Depois chegou uma menina, bem pequena também, talvez uns 4 anos... sentou, pegou uma boneca e ninou, assim como as mães ninam os filhos, encostados ao colo, com a cabeça dos bebês sob o queixo...
E eu pensei no valor da família, no valor do carinho, no valor inestimável do amor, o melhor presente que podemos dar, amar, ensinando a amar...

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