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Quando adolescente, tive diários. Eu escrevia nas últimas folhas dos cadernos, lia muito, imaginava histórias. Quando descobri que era possível fazer isso virtualmente, não pensei duas vezes! E se passaram muitos anos. Oito anos que estou sem escrever aqui. Estou retomando as linhas. E é um presente reler minhas linhas, minhas emoções, alegrias, frustrações, sonhos!

sábado, 20 de março de 2010

almoço (?) de sábado

Aos sábados a hora do almoço é no meio da tarde...
- Por que?
- Porque já congrega duas refeições, almoço e janta, pois ninguém vai jantar depois de almoçar às 16:00 horas, e porque, obviamente, é sábado. Sábado é dia de fazer mil coisas e fazer nada também. E dia de fazer qualquer coisa que não lembre a rotina.
Claro que esse hábito atordoa minha mãe, por exemplo, que não se conforma que alguém não almoce e depois jante.
Hoje, resolvemos almoçar num lugarzinho que eu acho um charme, porque você entra numa loja, que é quase um corredor, e que reúne uma infinidade de objetos de decoração, mais vinhos, mais quitutes, e daí você dá de cara com um espelho gigante e uma escadinha, por ela se chega ao restaurante.
Simpatizei com o lugar pelo inusitado, os pratos (de louça) não são iguais, são de múltiplos jogos, dos armários com livros, parece meio a casa de alguém, cheio de gente, como se fosse uma festa, mas onde ninguém se conhece.
E atrás da mesa que estávamos ficava o lugar para as crianças, com uma mini casinha de bonecas, mesinha com gizão de cera e folhas, cadeirinhas...
Tinha um menino muito compenetrado, riscando uma folha, devia ter no máximo 2 anos...
Depois chegou uma menina, bem pequena também, talvez uns 4 anos... sentou, pegou uma boneca e ninou, assim como as mães ninam os filhos, encostados ao colo, com a cabeça dos bebês sob o queixo...
E eu pensei no valor da família, no valor do carinho, no valor inestimável do amor, o melhor presente que podemos dar, amar, ensinando a amar...

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