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Quando adolescente, tive diários. Eu escrevia nas últimas folhas dos cadernos, lia muito, imaginava histórias. Quando descobri que era possível fazer isso virtualmente, não pensei duas vezes! E se passaram muitos anos. Oito anos que estou sem escrever aqui. Estou retomando as linhas. E é um presente reler minhas linhas, minhas emoções, alegrias, frustrações, sonhos!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Tchu, tchururururu...

- Hoje, dei adeus ao sedentarismo!(vez em quando nós nos despedimos, eu e o sedentarismo, depois nos encontramos de novo, é a vida!)

Pulei da cama às 06h50, coloquei a farda (sim, eu comprei um tênis ‘special’ e uma regatinha de furinho, a legging eu já tinha, por conta de outra despedida que tive com o sedentarismo, um tempo atrás) e lá fui eu, para minha caminhada matinal!

- Só vendo, só vendo!

Aparentemente não estou fazendo nada nas férias (apesar de que as férias, em tese, servem para isso mesmo - fazer nada - porque durante o ano já fazemos um monte de coisas)...

Mas são tantas as emoções, diria Roberto, que minhas férias estão rendendo... já posso escrever para o Domenico De Masi contanto sobre minhas experiências de ócio.

Bem, ontem fui à meca do consumo (leia shopping) comprar meu kit anti sedentarismo!
A escolha do tênis, por si só, já rende um filme!

Eu queria um tênis adequado para caminhadas, porém, na minha concepção, ele deveria ser discreto, ou seja, preto ou preto. E descobri que isso não existe!!!

Disse para o rapaz que me atendeu:

- Quero um tênis para caminhadas, confortável, mas nada que pareça uma alegoria de escola de samba. Não quero na cor branco, nem com detalhes prata ou rosa.
Ele parou, titubeou, ponderou:

- É bem difícil.

Mais ou menos eu já sabia, porque há meses que tento comprar um tênis decente, e nada me agrada. Acho tudo bandeiroso demais, e os ditos ‘discretos’ não cumprem o propósito do que eu procuro.

Resultado da compra: comprei um tênis que jamais compraria, branco, com tecido de furinho, que eu acho muito feio, listras de um vermelho alaranjado quase flúor, detalhes em prata e um verdinho oliva bem claro. A visão do inferno essa descrição, no mínimo.

- Muito confortável, devo admitir.
E hoje pela manhã estreei o ‘special’ na minha caminhada pelo River. Ah, o Rio Vermelho é uma beleza. O silêncio, os passarinhos, a paisagem, as vaquinhas pastando, o morro, as árvores, as flores, tudo tão bucólico, tão lindo...

Fui buscar uns filmes e ontem à noite assisti um, que talvez seja o filme mais belo que eu já vi!
Aliás, ontem assisti a dois filmes. O primeiro foi Beleza Roubada (1996), de Bernardo Bertolucci. Fotografia maravilhosa, trilha sonora também.

Vontade absoluta de viver naquele lugar e como aquelas pessoas, claro que eu não ficaria fumando uns (sou caretésima). Mas, o lugar é demais... a casa, os jardins, a paisagem, os hábitos aparentemente nonsense, porém, totalmente dolce far niente!!!

É, meu espírito de férias aflorou mesmo!
E depois, na calada da noite quente, assisti o lindíssimo Vermelho como o Céu (2006), baseado na história real de Mirco Mencacci, um renomado editor de som da indústria cinematográfica italiana. O filme é bárbaro, não tenho palavras para explicar... é lindo demais, tem uma beleza que não se define!

Enfim, Eloisa está uma pessoa ativa, saudável e feliz!

Tchu, tchururururu... (é uma musiquinha vide Pletskaya e Kraunus Sang, para finalizar o texto!)

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