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Quando adolescente, tive diários. Eu escrevia nas últimas folhas dos cadernos, lia muito, imaginava histórias. Quando descobri que era possível fazer isso virtualmente, não pensei duas vezes! E se passaram muitos anos. Oito anos que estou sem escrever aqui. Estou retomando as linhas. E é um presente reler minhas linhas, minhas emoções, alegrias, frustrações, sonhos!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

quanto tempo... (aflição com 15 anos)

Meus próprios passos me perseguem,
a sombra me acompanha pelas paredes,
meu olhar volta e meia cruza com ele próprio no espelho:
eu fitando o nada.
O vento esconde todos os medos da noite;
todos os sons suspeitos que povoam a imaginação,
são obras do vento.
Não são pessoas que se aproximam...
e sim folhas que, tatalando, percorrem o chão.
O vento bate janelas,
estremece vidros,
esmurra portas,
assovia nas frestas,
desola a paisagem.
Ausência de mim mesma,
dentro do coração...
- As fotos foram rasgadas.
Indignação... desolação.
A mesmice da ausência corrói os corredores expressivos do pensamento...
Campo deserto,
insólito,
sem horizontes...
- Por que essas folhas que se chegam não são prenúncios dos teus passos?
- Por que essa angústia doentia me sufoca?
- Por que o baque da porta não é você?
- Por que fico te esperando, na ânsia louca de que virás?
- Por que tantas perguntas?...
Essa saudade amarga uma dor tão grande...
Eu, um soldado em vigília:
Eu te espero sempre...
Não importa o lugar, nem o tempo.

12 de outubro de 1994.
Lagoa da Conceição

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